Você sai da consulta com um papel na mão e um turbilhão no peito.
A palavra “alterado” ecoa, mas dentro de você vem outra voz:
“Será que não foi erro?”
“Mas ele reage em casa…”
“Será que estão exagerando?”
Essa é a fase da suspeita.
E ela dói!!!
É o momento em que a razão começa a desconfiar, mas o coração ainda tenta proteger você da possibilidade de algo diferente. É comum pensar e sentir:
- “Meu filho parece normal.”
- “Será que fiz algo errado?”
- “O filho da minha amiga demorou para falar e ficou tudo bem.”
- Medo do rótulo.
- Ansiedade pelo desconhecido.
- Vontade de adiar exames para “não sofrer antes da hora”.
E no meio disso tudo, você se pergunta e só quer uma certeza:
“Meu filho está bem?”
O exame auditivo do meu filho deu alterado. E agora?
A verdade é que um exame alterado, como “Teste da Orelhinha”, “BERA”, PEATE”, não é um diagnóstico fechado.
Mas também não deve ser ignorado.
A fase da suspeita não é sobre rotular.
É sobre investigar com responsabilidade.
Muitos pais me dizem:
“Eu quase não voltei.”
“Eu achei que estava tudo bem.”
“Eu esperei para ver se ele desenvolvia.”
E eu sempre explico com muito carinho:
O tempo, na audição e na linguagem, é precioso.
O cérebro do bebê está em fase de máxima plasticidade.
Quanto antes entendermos o que está acontecendo e intervirmos maiores são as chances de um bom desenvolvimento infantil.
Como fonoaudióloga especializada em audição e linguagem infantil, meu papel nessa jornada é:
- Traduzir exames complexos em explicações claras.
- Organizar os próximos passos para você não se sentir perdida.
- Diferenciar triagem de diagnóstico.
- Indicar avaliações complementares quando necessário
- Trabalhar junto ao otorrinolaringologista de forma integrada.
- E, principalmente, acolher suas emoções enquanto cuidamos do desenvolvimento do seu filho.
Você não precisa enfrentar essa fase sozinha!
A suspeita não é o fim, mas sim o começo de um caminho de cuidado.
E muitas vezes, ao investigar, descobrimos que está tudo dentro da normalidade.
Outras vezes, identificamos uma alteração e iniciamos intervenção precoce e, isso muda completamente o futuro da criança.
Entre negar e se desesperar, existe um terceiro caminho:
O caminho da informação e da orientação especializada.
Se o exame deu alteração, mas seu coração ainda não acredita, permita-se investigar com serenidade.
Coragem não é não sentir medo.
Coragem é buscar respostas mesmo com medo.
Estou aqui para caminhar com você nessa fase com atendimento humanizado e acolhedor.